Navio carrega 107 mil toneladas de farelo de soja e quebra recorde no Porto de Paranaguá

Até hoje, apenas três navios embarcaram mais de 100 mil toneladas de granéis. Os recentes ganhos operacionais têm permitido ao porto paranaense re...

08/02/2023 às 12h55
Por: Rômulo D'Castro Fonte: Secom Paraná
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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O navio Maran Astronomer volta ao Porto de Paranaguá para quebrar recordes. Ele atracou na madrugada desta segunda-feira (06), já como recordista, pois em novembro de 2022 carregou 103.340 toneladas de farelo de soja. A própria marca será vencida nesta semana, quando embarcará 107.717 toneladas do produto, com destino à Holanda e à Polônia.

Até hoje, além do próprio Maran Astronomer, somente outros dois navios embarcaram mais de 100 mil toneladas de granel em Paranaguá, segundo o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior. Um deles foi o E.R. Bayonne, que levou 103.403 toneladas em julho de 2020, e o Pacific Myra, que carregou 105 mil toneladas (abril de 2021).

Luiz Teixeira Silva afirma que os recentes ganhos operacionais têm permitido ao Porto de Paranaguá receber grandes navios, com melhor aproveitamento da capacidade de carga nos diversos segmentos.

"Os três berços do Corredor Leste de Exportação (212, 213 e 214), por exemplo, foram de 12,50 metros para 12,80 metros de calado, que é a profundidade máxima que as embarcações podem ficar submersas na água. Trinta centímetros parecem pouco, mas representam um ganho real para a operação”, completa.

ENTRE OS MAIORESO Maran Astronomer atracou no berço 214 do Corredor de Exportação. A previsão é que a operação dure quatro dias, dependendo das condições meteorológicas. A embarcação está entre os maiores graneleiros já recebidos no porto paranaense: mede 292 metros de comprimento (loa), tem 45 metros de largura (boca) e nove porões.

Para completar a carga, o farelo vem de cinco terminais diferentes, interligados no Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá: Cargill, Coamo I, Coamo II, Cotriguaçu e Silos Públicos.

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